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Turismo
MARISCAL E QUATRO ILHAS CONQUISTAM SELO DA BANDEIRA AZUL

Publicado em 24/09/2019 às 13:26 - Atualizado em 24/09/2019 às 13:40

Certificado internacional avaliou 34 critérios nas praias de Bombinhas Baixar Imagem

As praias de Quatro Ilhas e Mariscal, em Bombinhas, foram aprovadas pelo júri internacional para receberem o certificado do Programa Bandeira Azul. A avaliação foi realizada durante uma reunião em Copenhagen, na Dinamarca, nesta segunda-feira, 23. Com o selo internacional, as duas praias passam a ser consideradas oficialmente umas das melhores áreas para os banhistas.

O programa tem como objetivo avaliar as condições de balneabilidade (banho e práticas esportivas) das águas e das praias em torno do mundo. Para conquistar a certificação, é preciso atender a 34 critérios, divididos em quatro blocos: educação e formação ambiental, gestão ambiental, segurança e serviços e qualidade da água. A cerimônia de hasteamento das bandeiras deve acontecer em dezembro. A certificação é válida para a temporada 2019/2020 e precisa ser renovada anualmente.

“Ter recebido essa notícia nos enche de orgulho. São meses de trabalho, planejamento e investimento para conseguir cumprir as etapas da certificação. Temos buscado conciliar nossa vocação turística com o dever preservacionista e temos conseguido êxito. Agora, nossa responsabilidade só aumenta”, disse orgulhoso o Prefeito de Bombinhas, Paulo Henrique Dalago Müller.

O presidente da FAMAB – Fundação de Amparo ao Meio Ambiente de Bombinhas, Flávio Steigleder Martins, afirma que este é um passo muito importante para o município. “Vai além das questões ambientais. Não é somente a qualidade da água e a restinga preservada, mas também o conjunto de infraestrutura que vai estar disponível ao turista. Isso também é meio ambiente: respeitar as pessoas, garantindo acessibilidade através de infraestrutura adequada”, diz. O presidente afirma que com dois locais certificados em Bombinhas, o caminho é manter a qualidade e buscar o selo para outras praias.

As praias foram inscritas na fase piloto do Bandeira Azul, em 2018. No entanto, o trabalho para cumprir todas exigências começou ainda em 2017, com o histórico de análises de qualidade da água. Entre as ações desenvolvidas, está a criação do Comitê Gestor do Programa, formado por representantes da sociedade civil e do poder público. Foram realizadas visitas técnicas, reuniões periódicas, participação em workshops, além do planejamento e execução de ações, como a delimitação da restinga, placas da fase piloto, análises da água e blitz ambiental. Todo processo de certificação contou com recursos provenientes da TPA – Taxa de Preservação Ambiental. Agora o trabalho se estende do comitê para toda comunidade, turistas e visitantes através de um esforço coletivo para conseguir atender a todos os critérios e manter a bandeira hasteada durante toda temporada.

O secretário de turismo de Bombinhas, Carlos Cândido, diz que com a certificação da Bandeira Azul, há grande expectativa de atrair novos mercados e outros públicos emissores de turistas. “Embora o selo seja comum em diversos países, no Brasil ainda é novidade. São somente 20 locais com essa certificação. Com isso, esperamos atrair pessoas preocupadas com questões ambientais e que tenham essa consciência durante as férias”, diz.

Sobre o Bandeira Azul

O Bandeira Azul é um programa internacional de certificação ambiental para praias, marinas e embarcações. Tem como objetivo elevar o grau de conscientização dos cidadãos e dos tomadores de decisão para a necessidade de proteção do ambiente marinho e costeiro e incentivar a realização de ações que conduzam à resolução dos conflitos existentes.

O Programa foi criado pela Foundation for Environmental Education (FEE), um órgão internacional que conta com o apoio de diversas instituições. No Brasil, é operado pelo Instituto Ambientes em Rede (IAR), com sede em Florianópolis - SC. Ao cumprir uma série de critérios, a praia, marina ou embarcação que participa do Programa solicita a certificação internacional. Para ser certificada, a localidade deve ser inicialmente aceita pelo operador nacional, recomendada pelo júri nacional e aprovada pelo júri internacional. Para saber mais, acesse www.bandeiraazul.org.br.


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